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Identidade docente: a crise não narrada


Por Selma Alfonsi e Vera Placco

Este artigo apresenta um relato de pesquisa que teve como objetivo investigar como as exigências que os professores percebem que lhes são feitas, pelas famílias e pela escola, afetam a sua identidade profissional. A pesquisa foi realizada com vinte e seis professores de uma escola particular de Ensino Fundamental II, na cidade de São Paulo. O instrumento utilizado foi o questionário, que visava identificar o processo de negociação identitária dos sujeitos. A pesquisa foi realizada segundo as concepções sociológicas de Dubar (2005 e 2009) sobre identidade profissional. Para a análise dos dados também foram utilizadas contribuições de autores que discutem a temática da identidade e da profissionalidade docente, tais como Placco e Souza (2010), Roldão (1998 e 2007), Marcelo (2009), Shulman (1986), Sacristán (1991), Nóvoa (2000) e Libâneo (2007). Os resultados apontaram que os sujeitos encontravam-se confusos quanto à sua função como professor, em decorrência das múltiplas atribuições que eles acreditam lhes serem postas. Além disso, foi possível identificar que estão vivenciando um momento de crise de identidade, apesar de não se narrarem literalmente nela. A crise é vista, neste estudo, como uma ruptura com aquilo que os sujeitos acreditavam ser o seu papel.


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