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A crise não reconhecida: identidade docente de professores do ensino fundamental 2


Por Selma Oliveira Alfonsi e Vera Maria Nigro de Souza Placco

Este artigo se trata de um relato de pesquisa de mestrado que teve como objetivo investigar como as exigências que os professores percebem que lhes são feitas, pelas famílias e pela escola, afetam a sua identidade profissional. A pesquisa foi realizada com 26 professores de uma escola particular de ensino fundamental 2, em São Paulo. O instrumento utilizado foi o questionário, que visava identificar o processo de negociação identitária dos sujeitos. A pesquisa foi realizada segundo as concepções sociológicas de Dubar (2005 e 2009) sobre identidade profissional. Os resultados apontaram que os sujeitos encontram-se confusos quanto a sua função como professor, em decorrência das múltiplas atribuições que acreditam lhes serem postas. Além disso, foi possível identificar que estão vivenciando um momento de crise de identidade, apesar de não se narrarem literalmente nela. A crise é vista, neste estudo, como uma ruptura com aquilo que os sujeitos acreditavam ser o seu papel.


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